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Djonga, o rapper mineiro que se tornou símbolo antirracista

  • coolturaunibh
  • Jun 28, 2021
  • 2 min read

Em meio a um ano Pandemico e a constante onda de ataques a jovens e pessoas negras, Djonga teve que se reinventar para lançar seu novo trabalho, o Álbum "NU". Um disco que aborda a luta antirracista, a cultura do cancelamento e também a luta das classes periféricas. Djonga vem do seu último projeto "Histórias da minha área" projeto que pra muitas revistas e críticos especializados foi considerado o álbum com menos impacto feito pelo artista com isso muito se era esperado desse novo álbum que dividiu a opinião dos críticos mas que se tornou um dos trabalhos com maior visibilidade do artista ficando atrás para alguns apenas de "Heresia" e "Ladrão" também álbuns antigos do artistas.

Imagem: Álbum Nu/ Divulgação


Para alguns especialista da cultura urbana os questionamentos sobre o trabalho de Djonga se dá pelos nichos em que ele vem se tornando referência, o mainstream, um exemplo é quando ele lançou "Heresia" álbum com relatos de lutas sociais e a vida periférica e participou do projeto Poesia acústica projeto com uma pegada love song alcançando assim um público maior mas que não condiz com a realidade descritas nós álbuns autorais do artista.

Conversamos com Gabriel Lima sobre o álbum NU e segundo ele: " Eu destaco as narrativas criadas nesse álbum com muito storytelling e brincando com os estereótipos como na música "Rico". Ainda durante a conversa perguntei sobre a importância do Djonga dentro do cenário das lutas anti racistas e ele nos disse: " Djonga é o criador do grito Fogo nos Racistas grito que hoje é dado não só em cenário nacional mais internacional também, para muitos jovens ele é o maior símbolo de luta antiracista.

Afim de nos aprofundar mais no meio e na cultura Hip Hop conversamos com Marcelo Henrique Luiz Ribeiro o MC Celin natural de Vespasiano, região metropolitana de Belo Horizonte.

Celin vê Djonga como uma referência e um exemplo de dedicação e de que pode sim dar certo pra quem começa a produzir suas músicas agora , assim como Gabriel, Celin destaca o grito "Fogo nos Racistas" como umas das maiores contribuições do artista na luta antirracista além de sua representatividade para o jovem periférico e Celin fechou nossa conversa dizendo: "


Para muitos o Álbum fico a mesma coisa mas pra quem vem de lá sabe que não ficou, e se as coisas estão sendo repetidas e porque ainda precisam ser ditas". Uma resposta aos críticos que enfatizam que Djonga sempre apresenta as mesmas lutas e o mesmo problema social.


Imagem: Divulgação/ YouTube


É a importância de Djonga bem como a força e o impacto de sua representatividade dentro da cena periférica, seus projetos autorias são os mais aguardados de toda a cena do Hip Hop atualmente, além de MC ele se tornou um símbolo de luta antirracista e de representatividade para que o jovem periférico ainda sonhe.

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